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Capa de Fronteira, de Can Xue

Fronteira

Can Xue · Relógio D'Água, 2025

Fronteira começa com a história de Liu Jin, uma jovem que parte sozinha para construir vida na Cidade dos Seixos, lugar surreal no sopé da Montanha da Neve, onde lobos vagueiam pelas ruas e indivíduos iluminados conseguem entrar num jardim paradisíaco.

Explorando a vida nessa cidade — ou na fronteira — através do ponto de vista de uma dúzia de personagens, algumas superficiais, outras profundas, este romance de Can Xue tenta unificar os polos opostos da existência: a barbárie e a civilização, o espiritual e o material, o mundano e o sublime, a beleza e a morte, as culturas do Oriente e do Ocidente.

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Críticas

"Não é a primeira vez que se publica um romance de Can Xue em Portugal, mas é a primeira vez que se o faz traduzindo diretamente do chinês, e com resultados notáveis. A tradução de Tiago Nabais acompanha as características da língua chinesa, a sua economia gramatical e a cadência, naturalmente sem ser literal. O resultado é a preservação de uma estrutura reveladora do pensamento e do ritmo originais, mas perfeitamente harmonizada com a língua portuguesa."

"É um enredo que dispensa acontecimentos potenciadores de grandes reviravoltas ou linhas narrativas mais clássicas onde um episódio se sucede a outro. Aqui, cada capítulo segue o ponto de vista de uma personagem e o fio que esta vai desenrolando pode apontar para o passado ou para o futuro, porque o que define este romance é precisamente a sobreposição de tempos e lugares sem que a narrativa perca o seu fio condutor." Sara Figueiredo Costa, "Fronteira", os notáveis caminhos cruzados de Can Xue — Expresso, 21 de agosto de 2025

Receção em Portugal

Um dos destaques na ficção no Expresso Livros, Agosto de 2025